Turn Fest dia 3 – Sub20

Terceiro dia na capital alemã!
Perfeitamente recuperados ao jetlag imposto pela extenuante diferença horária da europa central, hoje foi dia de tomar o pequeno almoço um pouco mais cedo e rumar ao centro de Berlim com mais antecedência.

A motivação, no mundo da nossa querida Ginástica para Todos, dificilmente podia ser melhor: o nosso esquema com a monumental e imponente Porta de Brandeburgo a servir simpaticamente de cenário.
Feito o protocolo da entrada na zona das apresentações, de forma rápida procurámos fazer os preparativos para o esquema e aquecer. Duas marcações de espaços, alguns ajustes a fazer ao esquema e tempo apenas para os últimos retoques de maquilhagem, roupa e, no caso do Édi, uma minuciosa intervenção cirúrgica para que as calças rasgadas no dia anterior se agarrassem à vida para mais uma apresentação.
Subimos então ao palco com o sol já bastante alto e fizemos o que nos trouxe cá. Umas falhas aqui ali mas nada grave, tudo coisas que só os treinadores reparam! A plateia germânica agradeceu e todos registámos aquele quadro que connosco ficará durante muito tempo: a Académica, em Berlim, num palco magnifico, a fazer o que mais gosta, ginástica.
Junto à Porta de Brandeburgo existe um memorial às vitimas do holocausto e foi lá que passámos o resto da manhã. Através de conjunto de galerias vai-se fazendo o retrato dos crimes perpetrados pelo regime nazi, ficando os visitantes com uma visão história dos acontecimentos globais, incluindo também uma visão pessoal, patente nas histórias das pessoas e famílias vitimadas. Para nós foi um momento rico pelo que foi possível ver e mais um marco importante na nossa estadia na cidade.
Depois do almoço (para os mais curiosos: pizza) e já com as forças recuperadas, seguimos para ver outros pontos de interesse e não andámos muito até surgir uma grande segmento do Muro de Berlim numa zona em que era possível visitar uma galeria ao ar livre no local onde as forças de informação e segurança do regime nazi outrora tiveram as suas sedes. Ao longo dos painéis informativos crescia o espanto pela riqueza e interesse de tudo o que nesta cidade se passou durante o século passado. Duas grandes guerras, tendo a segunda arrasado a cidade, a divisão em sectores no pós guerra, a edificação do muro, a sua queda e a unificação da Alemanha. Muita coisa para aprender, muita coisa para perceber. Sorte a nossa ter um Jorge Abrantes sempre por perto que nos vai contextualizando a informação que vamos recebendo. Que bom que é quando a ginástica nos ajuda a saber mais.
A visita seguinte foi o posto de controlo que, no período em que o Muro de Berlim esteve de pé (1961 – 1989), controlou as passagens entre a parte sob regência americana e a parte soviética: o Check Point Charlie. Mais um pedaço da cidade que é uma lição de história viva, oferecendo uma noção mais clara de como seriam aqueles tempos.
O jantar passou-se com normalidade, ou seja, na galhofa completa. Chegava a hora de ir até à Universitat der Kunste para ver aquilo que, pensávamos nós, seria uma desfile com bandas típicas das paradas militares. Engano, mas um engano agradável. Ao invés disso estivemos numa belíssima sala de espectáculos e vimos um concerto da orquestra Sinfonisches Landesblasorchester, um fim de dia diferente, mum tom mais erudito, relembrando a diversidade de modalidades, estilos e ocasiões que cabem nesta Turnfest.
Regressados à escola fez-se a habitual retrospectiva do dia e o planeamento de amanhã, quarta-feira, dia em que vamos conhecer melhor os múltiplos espaços da feira de ginástica que é o coração do evento. À noite vamos ao Estádio Olímpico ver uma gala e não, não estamos a tentar provocar inveja! Cá estaremos amanhã para contar como foi.

FOTOS

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *