CMGI – dia 6

CMGI 2022 – dia 6

Sexto dia da nossa viagem, terceiro dia de provas, segundo dia com provas de ginastas da Académica e dia único para cada uma destas competições. Alvorada com serviço de táxi à Mariana, que tinha que acompanhar outros ginastas logo desde cedo, enquanto os ginastas ficavam a descansar mais um pouco. A partir daí foi um entra e sai dos nossos ginastas, entre a bancada onde faziam a força que julgavam que os colegas em prova precisavam (boas cadeiras…), a zona de aquecimento e a zona de competição.

Quanto à Mariana, deixámos de a ver, embora de vez em quando viesse ao cimo respirar e nessa altura percebíamos que ainda estava viva (bem podem imaginar quanto é que ela está a receber pelo desempenho destas funções!).

Bom! Vamos ao que interessa. Meio da manhã e apresenta-se aos juízes o Rui Prata, na sua terceira internacionalização (segundo CMGI) e após um aquecimento tranquilo, faz duas boas séries, cumprindo com o definido e saindo satisfeito com a prestação. Boa Rui! Ao mesmo tempo, tínhamos a Rita Abrantes que está na sua segunda semana em Sofia, após ter participado no Campeonato do Mundo, em DMT, enquanto aqui se apresentava em Trampolim. Mais experiente, nem por isso estava menos ansiosa. Neste aparelho e neste escalão, a regra é ligeiramente diferente, uma vez que, embora realizem duas séries, só conta a melhor (estratégia da FIG para aumentar o espetáculo) e assim uma boa 1ª série deu-lhe o sorriso que lhe conhecemos, com o objetivo cumprido e uma classificação nesta disciplina olímpica, que lhe permite renovar o Estatuto de Alto Rendimento. Grande Ritinha!

Numa corridinha, fomos buscar o almoço, enquanto a Beatriz fazia o seu aquecimento (ohh, calma Bia, tens tempo!) e quando se apresentou já estávamos na bancada, com o telemóvel numa mão e a fatia de pizza na outra. Duas séries que não lhe correram como desejava, com os finais a serem alvo de penalização. É assim, a estreia nestas lides, tem um peso que mistura o tudo querer fazer, com a impossibilidade de fazer o que quer que seja. Há que aprender com estes momentos e sair com a satisfação daquilo que foi possível fazer. Vai Bia!

Logo de seguida tivemos o José Rodrigues, que passou os dois últimos dias com febre e que o impediu de treinar no dia anterior. É assim, a pressão destes momentos, para uns é dor de barriga, para outros é dores musculares, para ele foi febre! Aquecimento titubeante, com alguma desconfiança, tiveram a correspondência em séries com falhas que todos entendemos e que sabemos ser possível corrigir em alguém que há seis meses atrás estava longe de se ver nestas andanças. Força Zé Pedro.

Para fechar o nosso dia, tivemos o Francisco, em quem depositámos as nossas esperanças, nele e no André, do Ginásio Vilacondense, seu par nesta prova de trampolim sincronizado (TRS). Nesta especialidade, só se realiza uma série e é assim um tudo ou nada e, para perceberem, nos 30 pares em competição, 15 viram a sua série ficar incompleta. Infelizmente o par do Francisco foi um deles, num momento sem correspondência com a ótima semana de treinos aqui realizada. Vamos acreditar Francisco!

Dia com um misto de alegrias e tristezas, compensado pelas cores nacionais que do lado do sucesso pôde colocar 7 ginastas em Finais, com a medalha de prata em TRS, no escalão 15/16, do par Margarida Pinheiro / Francisca Santos. PORTUGAL!

Amanhã é o último dia da competição e nós ainda vamos ter mais coisas para contar.

Ah! É verdade, a Mariana voltou a sentar-se no Kiss & Cry e a ficar com os pézinhos a abanar…


Fotos e Vídeos  – https://photos.app.goo.gl/oZECJMpCSHMcJmEH8
Streaming – https://www.facebook.com/FIGTrampolineSofia2022.
Resultados – https://gym.swisstiming.com/2022/Trampoline-16463/en-us/Defaulthttp://live.swisstiming.com/CisWebApp/